Haojue DK 150 CBS - Revisão dos 1.000 KM


Finalmente cheguei na revisão dos mil km. Seguindo a orientação do vendedor e do manual do proprietário, assim que a luz no painel acendesse, eu deveria agendar a revisão na concessionária. Entrei em contato na loja e me informaram que não precisava agendar, que era "só chegar" e tudo certo.

A mão de obra na primeira revisão é grátis, me cobraram apenas pela troca de óleo, de junta (?), graxas e lubrificantes, que eu imagino que seja pela lubrificação da corrente. Total de R$ 70,16.




Cheguei as 09:00 horas da manhã e às 11:30 eu estava pagando pelo serviço e indo pra casa. No balcão de atendimento, na hora em que cheguei, me perguntaram o km percorrido e se a moto tinha apresentado algum problema. Eu falei a quilometragem que tinha memorizado antes de sair de casa e que a motocicleta estava perfeita, apenas um pequeno risco no espelho direito que ganhei ao manobrar na garagem de casa.

Me entregaram a motocicleta sem lavar, apenas deram "um tapa" nela, que seria pano com cera e nada mais. Eu afirmo isso pois havia pó no painel (o mesmo pó que tinha antes de sair de casa, veja a primeira foto do post e dê um zoom). Esticaram a corrente e lubrificaram com óleo velho ou queimado de motor. Sei disso pois no dia seguinte havia três gotas de óleo no chão. Me acontece a mesma coisa quando lubrifico a corrente da Intruder com óleo velho.

Sem mencionar que esticaram a corrente muito mais que o necessário. Tão esticada que as marchas estavam entrando com dificuldade (cheguei a pensar que era por causa da troca de óleo). Mas só descobri tudo isso no dia seguinte. Não pude reclamar na oficina, na real nem vou me dar ao trabalho. Vou afrouxar um pouco a transmissão ainda esta semana e lubrificar com Chain lube. Já lavei ela devidamente e cobri com uma capa improvisada.


Hoje eu entendo aquela galera que fala que o serviço de oficina de concessionária deixa a desejar. Se pra lavar a moto e esticar a corrente, me entregam dessa forma, imagina quando precisar de fato de alguma coisa mais séria.

Eu não ligo muito, pois me viro como posso. Porém, me importo com aquele cliente de primeira viagem, que vai rodar na moto com a corrente super esticada, desgastando prematuramente seu equipamento que certamente custou muito caro pra comprar. Falta mais atenção e respeito das concessionárias.

Sobre a moto

Depois de alguns quilômetros percorridos, já posso dizer alguns pontos e características da Haojue DK 150. Nada a reclamar, moto divertidíssima de usar na cidade. Destaque pro motor, suspensão macia, ótima posição de pilotagem e espelhos retrovisores bem posicionados. Meu ponto de referência é a Intruder 125, então pra mim a DK é boa em quase tudo.

Ótima frenagem, painel de instrumentos moderno com tacômetro digital. Tem lampejador de farol alto mas não tem o botão corta ignição. Aceleração macia. Dizem que entre as concorrentes, a DK tem o motor mais fraquinho, mas pra mim ela é ótima. É muito difícil andar abaixo dos 50 km/h, sério!

Ponto negativo fica no preço, está em quase R$ 10.000. Sinceramente não vale. Paguei R$ 8.500 na minha em março deste ano (2020). Quem comprou ano passado pagou 7 mil e alguma coisa.


Pode não fazer sentido, mas sentia a DK meio presa nos primeiros 500 km. Depois, ela melhorou bastante. Ainda não fiz uma média de consumo de gasolina, fico devendo. Recomendo a DK pelos mesmos motivos que recomendo a Intruder 125, moto bonita, confiável e que não é visada para roubos. A genética delas é boa.

Forte abraço e muito obrigado.

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