Todos os gastos de 2018


Finalmente terminei de escrever o post mais esperado por todos os curiosos de plantão. Peguei minha planinha de gastos mensais de 2018 e separei toda a manutenção da Intruder 125.
Para uma motocicleta fabricada em 2006, até que ela está se saindo muito bem. Gosto de deixar toda manutenção registrada e isso me ajuda muito na hora de ir no mecânico.

Anotando a data e quilometragem total quando trocar qualquer peça, você acaba mapeando toda a  manutenção e isso pode até te livrar de algum profissional mal intencionado.

Exemplo; você troca a bateria em janeiro e a moto não pega por qualquer outro motivo em fevereiro. Se o mecânico disser que o problema é na bateria novamente, é quase 100% certeza que ele, ou não sabe o que diz, ou sabe e quer te enganar. Não se troca bateria todo mês, isso não existe.

Janeiro


Cara, R$ 50 reais para trocar o rolamento traseiro e o coxim. Cinquenta REAIS!!! Comprei duas chaves para mexer na motocicleta e troquei o pinhão de 14 dentes para o de 15. No dia que comprei o filtro e o óleo de motor, comprei também um protetor para o pé (acabei perdendo na segunda semana, no meio do caminho). Acho que o preço dele foi de R$ 10,00 reais.

Fevereiro


Em fevereiro, gastei apenas com material de limpeza e lubrificantes (várias bisnagas de graxa branca).

Julho

Em julho, troquei o filtro de ar, filtro e óleo de motor. Tive um pneu furado e gastei R$ 15 no macarrão (sim, minha Intruder usa pneu sem câmara e as rodas são originais). O amortecedor começou a vazar e tive que colocar um novo, troquei em casa mesmo no dia que chegou do mercado livre.

Agosto

Em agosto troquei algumas coisas, como o cabo da embreagem, placa de partida, bucha do quadro elástico e a junta do motor. O motor começou a vazar óleo pela junta, o cabo de aço começou a romper e estava na hora de trocar a vela de ignição.

Desde 2006 que a placa de partida e a junta nunca foram trocadas. Já estava na hora, né? Confesso que quando vi o vazamento do motor, fiquei chateado pensando que teria que gastar milhões.

Mas dei risada quando comprei a peça na autorizada. Eu mesmo troquei a junta, na oficina do meu colega de sala do Mecking (curso de mecânica de motos que fiz em 2018). Ele me ajudou muito pois eu não tenho as ferramentas e nem o lugar para fazer esta troca. Muito obrigado, Julinho!

Aproveitei que a parte de cima estava aberta, e perguntei pra ele se teria que fazer a retífica. Ele olhou e elogiou, dizendo que o motor aguenta mais uns 80.000 km, no mínimo. Confesso que foi muito prazeroso ouvir isso.

Setembro


Gasto apenas com material de limpeza, uso o etanol em uma bandeja com pincel. Já limpei a corrente da moto e qualquer outra graxa dessa forma.

Novembro


Em novembro tive que trocar os pneus, o cachimbo, caixa de direção e os retentores da bengala. Comprei  alguns materiais de limpeza e troquei a capa do banco. Comprei também a junta que vai na parte de baixo do motor, pois pensei que a troca seria necessária. Foi dinheiro perdido, pois não precisava.

Dezembro


Em dezembro comprei 3 cabos para amarrar qualquer coisa na churrasqueira da moto. É muito útil em alguns momentos.

Resumo do ano


O total em 2018 foi de R$ 1.743,47 reais. Dividi por 12 e o gasto médio mensal foi de R$ 145,29. Pode parecer muito, mas o par de pneus, amortecedor traseiro e placa de partida representam quase metade do orçamento anual e são coisas que não se trocam à toa. Detalhe que a placa de partida e o amortecedor ainda eram os originais de fábrica. Cedo ou tarde eu teria que trocar.

Isso só comprova que uma moto usada sempre tem alguma coisinha pra fazer, (estamos falando de um veículo fabricado em 2006). Como não tenho seguro e meu uso é diário, está valendo cada centavo. É o preço que eu pago pela minha liberdade, sem contar no prazer em pilotar essa motinho.

Total KM inicial (janeiro) em 2018   = em torno de 76.000
Total KM final (dezembro) em 2018 = em torno de 84.500

Espero que tenha gostado deste texto. Forte abraço e muito obrigado.

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