12 de abril de 2017

O novo dilema do Intrudeiro


Pois é, todo mundo já está sabendo da notícia. A Suzuki Intruder 125 realmente saiu de linha. Visitei no último sábado a concessionária de Diadema e me informaram que não vendem mais, confirmando os relatos espalhados pelas redes sociais sobre o fim de produção.
Dei uma olhada no mercado livre e encontrei o que acredito ser uma das últimas unidades Zero KM à venda. Deixo o link para quem se interessar.

Fica um sentimento de "E agora?" misturado com "Mas que MERD*".
Na verdade eu fiquei chateado com a notícia, pois tenho um carinho especial pela motoca.
Entretanto, mais do que uma simples "chateação", a dúvida e incerteza vieram logo em seguida:

- O que fazer daqui pra frente?
- Como ficam as peças de reposição?
- Como usar uma moto fora de linha para o dia-a-dia?
- Vender a Intruder 125 para pegar a Chopper Road 150?
- E a desvalorização? Compensa vender? Compensa comprar?
- E se a Haojue sumir do Brasil daqui 3 anos?
- E se a Chopper Road for uma péssima moto?

Todas essas questões estão fritando minha mente e sinceramente não tenho uma resposta.

Vende-se?

A dúvida sobre a venda se deve unicamente pelo medo de ficar sem peça de reposição, apenas isso. Dizem por aí que, quando um veículo sai de linha, o fabricante deve garantir estoque de manutenção por 10 anos. Então, temos peças realmente garantidas até 2027? E depois?

Vamos supor que a J.Toledo garanta o estoque, será fácil encontrá-las?
Faça um exercício rápido, procure o para-lama dianteiro da Intruder 250 por aí e me diz nos comentários se você encontrou algum novo... pois é!
E esse é o único motivo que me levaria a vender a Trudy.

Haojue HJ150-11 / Chopper Road 150 -  Fotografia do site ibike.com.hk

Se todo mundo começar a vender a Intruder 125, acontecerá um efeito cascata e com isso o preço de uma usada vai baixar ainda mais. Em um cenário onde todo mundo quer vender, consegue quem pede o menor preço, não é assim que funciona?

Para mim financeiramente não compensa vender a Intruder de jeito nenhum, ela está redondinha com tudo funcionando perfeitamente. Tenho toda manutenção dela anotada. Por outro lado, não adianta precisar de um novo tanque de combustível e não encontrar em lugar nenhum.

Perceba a falta de peças cromadas, é tudo plástico. 

Preciso avaliar muito bem os prós e contras em possuir uma motocicleta de baixa cilindrada fora de linha. Sobre pegar a Chopper Road no lugar da Intruder, também não vejo muita vantagem. O fato de não saber como essa moto vai se comportar em nosso país e se terá o mesmo sucesso que Intruder 125, gera um grande receio. Além do mais, o motor de 150cc não me chama muita atenção. Se fosse uma 250cc eu já estaria juntando minhas moedinhas a muito tempo.

Ainda não decidi se vou vender a motoca, mas confesso que estou revendo meu conceito sobre muitas coisas. Deu para perceber que minha preocupação é enorme, não é mesmo?
Agora eu gostaria de saber sua opinião à respeito deste tema, de repente a sua perspectiva é diferente da minha. A opinião de motociclistas mais experientes também é muito bem vinda.

PS : As fotografias deste post foram retiradas deste site.

PS2 : Quero indicar dois canais no Youtube muito interessantes que conheci relacionados com a Eterna Intruder 125. Vale a visita, eu recomendo! Fico por aqui, forte abraço.

- Guilherme Moto Relax
- Cap 38 Motovlog
Comentário(s)
14 Comentário(s)

14 comentários:

  1. Tenho uma intruder desde 2008, único dono. Já decidi que ficarei com a minha até o fim, já que não compensa vende-la por qualquer mereça. Mas acho que peças, pelo menos por uns dez anos não serão problemas. O que não achar mais, a gente improvisa. A yes ainda está sendo fabricada, muita coisa dela serve na intruder. Então, não vejo vantagem de sair dela. Ela é muito mais estilosa que esta moto que está chegando.

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    1. Lamento, mas a Yes não está mais sendo fabricada. Tenho uma 2008 e estava pensando em migrar para a GSR 150. Aliás, porquê não colocam o motor injetado da GSR nessa Chopper, em vez desse carburado?

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  2. Tenho uma 2006 e praticamente só o que usei original foram as juntas do motor e corrente de comando, mas porque fiz questão de usar original, pois haviam paralelas MUITO mais baratas e de fabricantes idôneos. Todo o resto é de outras motos. Quanto às partes metálicas, já fiz funilaria do paralama traseiro e ficou show (claro que tive que pintar, mas ficou bonito em preto, combinando com o motor que também pintei de preto)!
    No fim das contas acredito que não temos muito com que se preocupar! Vai dar pra curtir a motoca muito tempo ainda! Acredito!
    Abraços!

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  3. Grande Helio! Acompanho há muito tempo o seu blog e tenho certeza que terá assunto para a Intruder por no mínimo 2 décadas. Este sábado fui a uma css Triumph e encontrei 2 proprietários de motos Amazonas (as originais) As motos tem mais de 30 anos e um deles me disse que pra tudo dá-se um jeito e sempre foi possível deixá-las rodando. Quanto às motos de linha também "dá-se um jeito" quando não houver mais peças originais. Enfim, eu tenho uma Intruder 2012/13 e não tenho a mínima intensão de trocar. Enquanto me sentir seguro e feliz com a Trudi ela será minha companheira.
    Minha suspeita é que a Intruder não vai desvalorizar, e pelo contrário... Já é considerada uma moto icônica e isso só vai fazer ela cada vez mais admirada. O amigo "Cap 38 Motovlog" fez um vídeo bacana falando sobre isso.
    Se eu fosse você ficaria com a Trudi enquanto você olhar para ela e ter aquele sentimento bom que muitos (como eu) tem quando sobem nela e rodam por ai felizes e contentes :-)
    Super obrigado por mencionar o Canal "Guilherme Moto Relax" Uma honra ser citado nesse blog que eu gosto tanto.
    Um grande abraço, Intrudeiro Helio!

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  4. @ Eduardo
    Concordo contigo Eduardo, nas fotografias a Intruder é muito mais moto.
    Sem as partes cromadas, parece que perdeu a identidade. Obrigado pelo comentário.

    @Tiago
    Bem pensado Tiago, a variedade de outras peças compatíveis é grande.
    Mas como nunca tive moto fora de linha, fico meio receoso. Forte abraço!

    @Guilherme
    Oh Rapaz, que isso. A honra é minha.
    Fico realmente feliz em saber disso. A ideia da criação do blog surgiu
    como hobby para mexer com html e também divulgar informações sobre a Intruder.
    Na época o orkut era um dos melhores lugares para encontrar opiniões de Intrudeiros!
    Eu vi esse vídeo do Cap 38, muito interessante mesmo!
    Vendo pro esse lado, concordo que daqui pra frente as mais cuidadas serão valorizadas, sim.
    Sobre as motos Amazonas com mais de 30 anos na atividade, isso dá muita tranquilidade em seguir de Intruder.
    Não compensa vender de jeito nenhum, estou satisfeito com ela. Decidi que vou usar até acabar mesmo.
    Agora penso em pegar uma 250 para os passeios de finais de semana.
    Mas estou pesquisando com muita calma.
    Muito legal teu canal, conheci quando procurava informações sobre a Chopper e sobre dicas de viagens com a Trudy.
    É bacana acompanhar novas informações com a chegada da Haojue, essa movimentação toda nas redes sociais e etc. vamos ver até onde isso vai. Forte abraço.

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  5. Bom dia. A intruder não saiu de linha. Agora é fabricada na Argentina, e será exportada para toda a América latina, com os benefícios do Mercosul. Vão no site da Suzuki da Argentina e está tudo lá. O João Toledo é só montador, mas tem contrato de exclusividade de representação aqui no Brasil. Agora, vai dançar, com a exportação de motos via Mercosul. A Fiat tem fábrica lá na Argentina e faz o mesmo, exporta para o Brasil, com incentivo de impostos baixos os carros dá linha Siena, por exemplo. A Suzuki do Japão, não éais bobinha não....

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  6. Certeza de uma coisa a qualidade intruder e a mesma da haojue. Pois quem fabrica a intruder 125c fabrica também da haojue chopper hoad 150 provável mente sera a mesma qualidade

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  7. http://www.suzukimotos.com.ar/producto/gn125
    Para quem duvidar.
    Lá e no resto do mundo ela se chama gn125.
    Está fabricando ela e vários outros modelos, inclusive a gixxer 150, esportiva pequena muito bem falada na Europa.
    A fabrica era para ser no Brasil, mas o governo Argentino deu benefícios melhores. E o J.Toledo tem contrato de exclusividade de montagem e quis indenização, como previsto no contrato. Aí, pôs hermanos levaram a melhor...

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  8. hélio eu ja tive vários receios da trudy sair de linha que no entanto um mecanico amigo meu me disse que se um dia ela parar de fabricar tem como colocar o motor da fazer 250cc que ja esta no mercado a muito tempo. E outra eu ja estudo o futuro da minha trudy com o motor de fazer.
    Se necessario apos essa retifica necissite mecher novamente no motor vou trocar sem pensar acho que vale mais apena sem contar que seria uma 250cc e com o peso da trudy nem vai gastar.

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  9. @Wallace
    Interessante sua ideia. Neste caso teria que alterar outros componentes da moto, como o freio por exemplo? Por uma questão de segurança e etc. Ideia bacana mesmo.

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  10. e aí jovem, certo ?
    tenho uma intrude 2008, comprei zero, uma excelente moto dia/dia, não compensa vender, é uma moto que não quebra.
    moro em Floripa e já fui a bh com ela, gastei 20 horas direto, parando apenas para abastecer.
    é uma ótima moto em relação as outras de mesma cilindrada, tudo de ferro, as outras são de brinquedos, quebram muito.

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  11. @Latão,
    Disso tudo meu amigo. Essa é A moto! Sobre viajar 20 horas direto, como conseguiu? Com uma hora de viagem minhas costa já começam a chiar. Abraço!!!

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  12. Fui em Diadema ver essa motocicleta paixão a primeira vista

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  13. Saúde & Paz.
    Se na Argentina a moto que é a mesma Intruder 125, coloca-se mais oleo que aqui no Brasil. Olhem aFicha técnica
    Detalhes técnicos
    Capacidades
    Capacidade de combustível 10,5Lts
    Capacidade de óleo 1300cc.
    As Intruder´s daqui estão rodando faltando oleo (0,95lts).
    Ou seja....menos oleo no motor.... mais peças de reposição com motor travado.
    Cuidado.

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