31 de maio de 2017


Existem duas versões que nunca foram comercializadas por aqui; a super esportiva e a fora de estrada. Visitando as páginas da Suzuki de outros países, encontrei dois modelos muito interessantes vendidas na Guatemala. A versão "todo terreno", de onde vem a sigla TT, é a versão da Intruder para rodar na terra e a super esportiva SS, para acelerar nas pistas.

A curiosidade é que, apesar da sugestão de uso das motocicletas, o modelo cruiser da Intruder não combina com barro, lama, corridas ou arrancadas. A proposta da moto é outra.

Sabemos da fama de trator e durabilidade que a Intruder tem e justamente por isso, a versão off road chame mais a atenção do que a super esportiva. Afinal de contas não existe esportividade em uma 125cc, não é mesmo?  A diferença fica por conta dos acessórios que equipam a motoca.

GN125 Todo Terreno


Clique nas imagens para ampliar
A versão radical da trudinha, tem pneus de cravo, sanfona, para-lama dianteiro de plástico (estilo cross), mata-cachorro e bagageiro reforçado. Essa versão me faz pensar sobre o quão feliz é o projeto da GN125.

Se a própria empresa faz pequenas modificações para que a moto ande no "meio do mato", então quer dizer que o projeto é bom mesmo. Só achei que a rabeta também deveria ser alterada, para acompanhar o para-lama. Cromado não combina com sujeira, na minha opinião.

GN125 Super Sport



De esportiva mesmo só o nome. Essa GN125 tem guidão, retrovisores, banco e farol traseiro diferentes da versão original. Me lembrou uma café racer, talvez o termo "racer" tenha inspirado a nomenclatura SS. Confesso que achei esse modelo bem diferente, principalmente pelo banco. Mas isso é uma questão pessoal.



Este texto é mais curto, serve apenas para registrar estes dois modelos que a Suzuki Motos do Brasil jamais comercializará. Fico por aqui, forte abraço.

Fonte das fotografias: Suzuki Guatemala / Facebook
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25 de maio de 2017


A mídia especializada finalmente confirmou o fim de produção da Intruder 125 em nosso país. Não é nenhuma novidade para a maioria, pois já foi confirmada nas rede sociais através de grupos no facebook e principalmente nos canais do Youtube (abraço aos amigos Guilherme, Maclei, Cap 38 e Chico) a alguns meses. Entretanto, eu gostaria de registrar os links das publicações dos grandes portais nesta postagem.

Para quem ainda se recusa a acreditar, recomendo leitura dos sites abaixo;

- Suzuki Intruder 125 vai descansar - em 18/05/2017 - Globo.com
- Silenciosamente, Suzuki mata Intruder 125, bandit... em 23/05/2017 - Motonline
- Haojue e Kymco: novas marcas asiáticas chegam ao Brasil em 15/05/2017 - Infomoto UOL
- Asiáticas Haojue e Kymco no Brasil em 23/05/2017 - MotoRede
- Kymco e Haojue chegam ao Brasil com novas motocicletas em 29/03/2017 - Moto.com.br

 Se você visitar a página da Suzuki, não encontrará os modelos abaixo destacados com "X".

GSX1250, Inazuma e Intruder retiradas da página oficial

Não sei qual a estratégia da Suzuki, mas aos poucos as motocicletas de baixa cilindrada vão sumindo da página. Então, quer dizer que aquele boato de que só "moto grande" faria parte da grade atual vai se confirmando? E a Suzuki YES, Burgman e GS120, seriam as próximas a se despedir?

Eu imagino que sim e que a Haojue vem justamente com a missão de seguir vendendo as motocicletas "Suzukis de baixa cc". Digo isso me baseando na substituição da Intruder pela Chopper Road, mas isso ocorrerá no momento em que a Haojue se consolidar em nosso mercado, alcançando boas vendas com suas três motos (Lindy, Chopper e NEX).

Próximas Haojue?

Já que estou imaginando possibilidades e teorias, aproveito o gancho para tentar adivinhar quais os possíveis modelos a serem comercializados por aqui. Visitando a página oficial, observamos muitas versões de motocicletas de 125 e 150 cc. É moto que não acaba mais.


Dentre os vários modelos, a Haojue TR150 se destaca tranquilamente. Tem um estilo bem diferenciado das demais. Eu sei que gosto é igual a (..) e cada um tem o seu, mas eu achei ela bonita e "parruda", mesmo equipada com um pequeno motor de 150cc e alimentada por um carburador.

TR150S / HJ150-16A - Aquela "custom" que faltava por aqui.







As especificações técnicas foram retiradas da página oficial e as fotografias do site Ibike.

- Haojue Oficial Page
- Ibike.com.hk 

Fico por aqui, torcendo no sucesso de vendas da Haojue. Dessa forma, quem sabe um dia, receberemos outras motocicletas num mercado rodeado de RondaCGTitan***. Forte abraço!
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16 de maio de 2017


É hora de botar na ponta do lápis os valores investidos para manter a motoca sempre nova. Se você quer saber quanto custa manter uma Intruder 125, este texto é pra você. Tenho uma planilha que controlo todas as minhas despesas pessoais de forma simples.
Graças à ela, consegui escrever este texto e aquele sobre o review dos 70.000 km rodados.

Eu cheguei a escrever um artigo semelhante à este em 2011 e vai servir muito bem para quem está buscando este tipo de informação. Não inclui na planilha os valores gastos com material de limpeza e gasolina, pois entendo que são itens relativos e depende de cada um.

A gasolina gasta vai variar de acordo com a utilização da moto e os materiais de limpeza, de acordo com sua preguiça. Sim! Preguiça! Você pode pagar para alguém lavar a moto ou você mesmo lava. A segunda opção é muito mais barata, sem dúvidas. Um balde, um pano, detergente e água bastam para manter a moto minimamente limpa.


Inclui na planilha os valores com documentação anual (IPVA, DPVAT e etc) e equipamentos como capacete e capa de chuva. Se você observar, as peças trocas na moto são justamente aquelas de manutenção preventiva. Pneus, kit relação, bateria, filtros, óleo de motor e etc. O total em 2015 foi de R$ 1.384,40 e dividindo por 12, dá R$ 115,37 por mês.


Em 2016 precisei trocar os pneus, soldar o pedal e de quebra ganhei uma multa de trânsito, o que fez a média mensal subir um pouco. O total gasto em 2016 foi de R$ 1.948,82 e dividindo por 12 chegamos no valor de R$ 162,40. Assim como em 2015, as peças trocadas estavam previstas na manutenção preventiva. A moto não enguiçou nestes dois anos.

Daqui um ano farei um post semelhante a este para analisarmos o gasto médio mensal.
Espero que este texto te ajude a ter uma boa noção sobre quanto custa manter uma moto de baixa cilindrada e de mecânica confiável, como é o caso da minha Suzuki Intruder 125.

Minha Intruder posando para uma foto em sua primeira viagem.
Observação; os valores gastos com documentação e equipamentos representam boa parte dos custos e podem variar também. Exemplo: comprar um capacete de R$ 3.000,00 ou um de R$ 50,00, levar multa toda semana e atrasar o pagamento do licenciamento. Eu inclui na lista justamente para relacionar todo custo envolvendo a moto.

Qualquer dúvida, basta comentar que eu respondo.
Forte abraço e até mais.
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26 de abril de 2017


Enquanto a mídia especializada não se manifesta, vou adiantando a comparação da Haojue Chopper Road 150 e da Suzuki Intruder 125. Na verdade as redes sociais fizeram um papel importante na
divulgação da chegada da Haojue em nosso país. Não sou repórter ou especialista no assunto, apenas aproveito este espaço para fazer uma comparação de forma simples entre as motocicletas.

Se você acompanha os canais no Youtube, com certeza já viu o vídeo do amigo Guilherme, onde ele faz um comparativo muito legal e detalhado, entre a Chopper, Intruder e Horizon.

Peguei as informações no site oficial de cada marca e preenchi a tabela abaixo. Dessa forma você não precisa ficar visitando as duas páginas para tirar suas conclusões. A Chopper é, basicamente, uma Intruder de 150cc sem as peças cromadas e com tecnologia mais atualizada.
 




Pelas especificações técnicas e fotografias, arrisco em afirmar que as peças de manutenção serão compartilhadas entre as duas. Então teremos pneu, kit relação, bateria, vela, pastilhas de freio, filtros e etc disponíveis para a Intruder por muito mais tempo e isso me deixa muito aliviado.

A Chopper Road 150 chega no brasil substituindo a Intruder 125. O carburador que equipa a Chopper está adequada para os novos padrões de emissões de poluentes. A Intruder também poderia se adequar a estes padrões, mas para a Suzuki não seria financeiramente viável desenvolver o Promot 4 pela quantidade de motocicletas vendidas.

Veja este vídeo do Canal Chico Sepulveda, onde ele conversa com o dono da Concessionária Suzuki em Salvador, que confirma isso (a partir dos 14 minutos). Abaixo algumas montagens que fiz com as fotografias que encontrei no site oficial (Haojue China).

Fotografia retirada do site oficial da Suzuki GN125-2 e Haojue HJ150-11

Rodas de liga leve e de mesma medida, mas com diferenças no para-lama e globo ótico 

A nossa Chopper Road vem sem adesivo na traseira e com escapamento diferente.

Traseira mais moderna em comparação

Motor Haojue de 150cc

Motor Suzuki de 125cc (olha o pedal de partida que não chegou aqui)

Chopper Road 150 e sua missão de honrar o legado da Intruder 125

O preço anunciado no site da Haojue é de R$ 5.990,00 sem o frete incluso. Você pode escolher nas cores preta ou vermelha. No início do mês o valor era de R$ 5.390,00 sem o frete, mas "misteriosamente" houve um aumento de preço.

Vamos torcer para que não tenha outro aumento até seu lançamento oficial. Segundo diversas fontes (Grupos de Facebook, comentários no Youtube) o lançamento seria no meio de abril, porém até agora nada foi confirmado e por isso não me atrevo a citar datas.
Fotografia oficial da Haojue no Brasil

Espero que tenha gostado do texto e se você souber de alguma coisa não hesite em deixar um comentário, pois a esta altura do campeonato toda informação é valida.
É isso, forte abraço e até mais.
Fonte das fotografias: Haojue China / Doni Castilho UOL Motos
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12 de abril de 2017

O novo dilema do Intrudeiro


Pois é, todo mundo já está sabendo da notícia. A Suzuki Intruder 125 realmente saiu de linha. Visitei no último sábado a concessionária de Diadema e me informaram que não vendem mais, confirmando os relatos espalhados pelas redes sociais sobre o fim de produção.
Dei uma olhada no mercado livre e encontrei o que acredito ser uma das últimas unidades Zero KM à venda. Deixo o link para quem se interessar.

Fica um sentimento de "E agora?" misturado com "Mas que MERD*".
Na verdade eu fiquei chateado com a notícia, pois tenho um carinho especial pela motoca.
Entretanto, mais do que uma simples "chateação", a dúvida e incerteza vieram logo em seguida:

- O que fazer daqui pra frente?
- Como ficam as peças de reposição?
- Como usar uma moto fora de linha para o dia-a-dia?
- Vender a Intruder 125 para pegar a Chopper Road 150?
- E a desvalorização? Compensa vender? Compensa comprar?
- E se a Haojue sumir do Brasil daqui 3 anos?
- E se a Chopper Road for uma péssima moto?

Todas essas questões estão fritando minha mente e sinceramente não tenho uma resposta.

Vende-se?

A dúvida sobre a venda se deve unicamente pelo medo de ficar sem peça de reposição, apenas isso. Dizem por aí que, quando um veículo sai de linha, o fabricante deve garantir estoque de manutenção por 10 anos. Então, temos peças realmente garantidas até 2027? E depois?

Vamos supor que a J.Toledo garanta o estoque, será fácil encontrá-las?
Faça um exercício rápido, procure o para-lama dianteiro da Intruder 250 por aí e me diz nos comentários se você encontrou algum novo... pois é!
E esse é o único motivo que me levaria a vender a Trudy.

Haojue HJ150-11 / Chopper Road 150 -  Fotografia do site ibike.com.hk

Se todo mundo começar a vender a Intruder 125, acontecerá um efeito cascata e com isso o preço de uma usada vai baixar ainda mais. Em um cenário onde todo mundo quer vender, consegue quem pede o menor preço, não é assim que funciona?

Para mim financeiramente não compensa vender a Intruder de jeito nenhum, ela está redondinha com tudo funcionando perfeitamente. Tenho toda manutenção dela anotada. Por outro lado, não adianta precisar de um novo tanque de combustível e não encontrar em lugar nenhum.

Perceba a falta de peças cromadas, é tudo plástico. 

Preciso avaliar muito bem os prós e contras em possuir uma motocicleta de baixa cilindrada fora de linha. Sobre pegar a Chopper Road no lugar da Intruder, também não vejo muita vantagem. O fato de não saber como essa moto vai se comportar em nosso país e se terá o mesmo sucesso que Intruder 125, gera um grande receio. Além do mais, o motor de 150cc não me chama muita atenção. Se fosse uma 250cc eu já estaria juntando minhas moedinhas a muito tempo.

Ainda não decidi se vou vender a motoca, mas confesso que estou revendo meu conceito sobre muitas coisas. Deu para perceber que minha preocupação é enorme, não é mesmo?
Agora eu gostaria de saber sua opinião à respeito deste tema, de repente a sua perspectiva é diferente da minha. A opinião de motociclistas mais experientes também é muito bem vinda.

PS : As fotografias deste post foram retiradas deste site.

PS2 : Quero indicar dois canais no Youtube muito interessantes que conheci relacionados com a Eterna Intruder 125. Vale a visita, eu recomendo! Fico por aqui, forte abraço.

- Guilherme Moto Relax
- Cap 38 Motovlog
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20 de março de 2017

Fim da linha para a Intruder 125?

Será?
Não encontrei uma fonte oficial para esta "notícia" e nem gostaria que isso fosse verdade, mas está ganhando força nas redes sociais o boato de que a moto mais legal do mundo deixará de ser fabricada no Brasil. Quem acompanha os grupos no Facebook já deve ter visto alguém comentando algo a respeito. Não há uma confirmação oficial da Suzuki (J. Toledo), mas depois de assistir este vídeo do Canal Motorama entendi o motivo desta repercussão.


O Conselho Nacional do Meio Ambiente, CONAMA, estabeleceu novos limites de emissão de gases poluentes através da  resolução nº 432, de 13 de julho de 2011. Estes novos limites implicam diretamente com qualquer moto que possua carburador.

Carburador da Intruder 125

Pelo que entendi, as motos equipadas com carburador podem até entrar dentro destes limites estabelecidos, mas seu desempenho será afetado de tal forma que tornaria a utilização impraticável. Segue abaixo trecho do texto do Roberto Agresti no site G1;

"Não é que seja impossível para um motor dotado de carburador atender a tais normas em termos de emissões de poluentes,  todavia isso exige um sacrifício de performance no qual o motor, “estrangulado”, se transformaria em um incompetente,  aquém de oferecer o esperado desempenho."

Recomendo leitura dos links abaixo para melhor entendimento:

FASE 2 DO PROMOT 4 COLOCA VÁRIAS MOTOS NO “CORREDOR DA MORTE”
- Carburadores estão próximos de se aposentar nas motos
- Promot 4: primeira fase entra em vigor em janeiro
- Resolução CONAMA Nº 432/2011


A substituta?

Por outro lado, mesmo que Haojue Chopper Road 150 entre no lugar da Suzuki Intruder 125, esta nova motocicleta também é alimentada por um carburador, de acordo com a ficha técnica divulgada no site oficial da Haojue.

Destaque do  modelo Haojue HJ150-11, a nossa Chopper Road 150.

Se as duas motocicletas possuem carburador, não seria mais fácil apenas adequar a Intruder a estes novos padrões? A não ser que a Suzuki Motos do Brasil queira de fato se desvincular das motos de baixa cilindrada, como vem sendo dito por aí (não encontrei as fontes para linkar aqui, mas lembro de ter lido em algum fórum ou site).

Print retirado do site oficial do modelo HJ150-11.

Repare na grelha e logo no tanque, são diferentes da versão BR.

Nesta imagem a grelha é idêntica a que será vendida aqui.

Não é a primeira vez que este boato vem à tona, já foi dita no passado em diversos fóruns e sites:

Intruder fora de linha? (em 2014)
Intruder vai parar de ser fabricada? (em 2012)
- Será que esta Haojue vem para o Brasil ? (por Aldo Tizzani)
- Marca chinesa pretende lançar nova "mini-custom" no Brasil (por Rafael Miotto)

Hoje mesmo foi confirmado em nossa página no Facebook:

Mensagem publicada na página do blog no Facebook, utilizada com permissão.

Se a própria vendedora da Suzuki afirmou, então ...

Lembro que a Suzuki tinha um twitter oficial sobre as motos no Brasil mas está desatualizado desde 2013 e na página oficial do Facebook nada foi confirmado.

Como a Suzuki não confirmou nada oficialmente as dúvidas vão aumentando.
Querendo ou não, este texto é produto dessas dúvidas. Vim apenas expor os fatos encontrados e lançar alguns questionamentos que considero relevantes.

Print do site Suzuki Motos

Por enquanto a Trudinha ainda está no site oficial, vendida por R$ 6.990,00 (mais frete) e disponível apenas na cor preta.

Desejo sinceramente que este texto não passe de mais um boato dentre vários sobre o fim da produção da Intruder 125, mesmo que muitos fatores demonstrem o contrário.
É aquela velha história; onde há fumaça, há fogo. Forte abraço e até mais!
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17 de março de 2017

Pedra do Baú
Sim, eu caí de novo. Mas dessa vez não tive culpa nenhuma e nem a Intruder! Que minha experiência possa te ajudar na sua primeira viagem e entenda que a vida é um sopro, um milagre. Eu estava planejando viajar com a Intruder para o interior de São Paulo.
Sei que o motor dela não é o mais indicado para a estrada e que a viagem seria mais sofrida justamente pela falta de potência, mas é possível sim viajar de 125cc.


Entretanto se eu esperasse ter uma "supermoto" para pegar a estrada sem medo, ter dinheiro sobrando e etc, esse dia certamente nunca chegaria.

Mais que uma simples frase motivacional, uma verdade!

Eu queria uma 250cc para viajar e uma graninha sobrando, fui de 125cc mesmo, com cartão de crédito e grana trocada para pedágio. Nunca peguei estrada e não tenho noção nenhuma de como me virar nas rodovias.

Decidi comprar um GPS específico para motos e uma câmera fotográfica para registrar os melhores momentos. Esperei entrar de férias para poder viajar. Comprei o GPS da multilaser neste anúncio aqui e a câmera fotográfica neste aqui.

Não é o melhor GPS do mundo e nem a melhor câmera, mas é o que eu posso pagar no momento (em 12 vezes no cartão, obviamente!!!). Ou seja, fazer o que posso com o que eu tenho.

No dia seguinte à entrega do GPS, levei a moto na oficina para instalação. Valeu muito à pena, sem ele essa viagem não seria possível. Sempre quis conhecer Campos do Jordão e aproveitei minhas férias para realizar o bate e volta.

O ângulo da foto faz o GPS de 4,3 polegadas parecer gigantesco.

Quanto à manutenção da moto, não fiz nada demais. Apenas completei o tanque de gasolina pois os pneus e o kit relação dela são novos. Na verdade eu subestimei essa moto, fui e voltei sem problema mecânico nenhum, justamente por ter a manutenção dela em dia.

A viagem

Saí de casa as 10 horas da manhã para um bate volta até Campos do Jordão. Pelo GoogleMaps são quase 200 KM de distância e esse percurso seria feito em aproximadamente 2 horas e 30 minutos. A ideia era conhecer a cidade, tirar algumas fotos, almoçar e logo em seguida voltar. Bem, não foi exatamente o que aconteceu!

Campos do Jordão, aí vou eu!

Cheguei na cidade por volta das 14 horas, fazendo apenas uma parada durante a viagem para comprar uma água e um beliscão (biscoito amanteigado com goiabada). Parei também pois o corpo precisava dar uma esticada. Você sente que precisa dar uma pausa, os braços começaram a formigar e o sol estava forte. Essa pausa de 20 minutos foi fundamental para seguir viagem.

Motoca posando pra foto na entrada da cidade.
 
Quando você se aproxima do município, há uma placa dizendo que a altitude é de 1.000 metros. Quer dizer que você vai subir isso tudo nos próximos quilômetros. Neste momento foi exigido mais da motoca, subida de serra não perdoa nenhuma 125. Minha dica aqui é calibrar bem os pneus e ficar na faixa da direita (na verdade, você fica na faixa da direta o trajeto todo.)

O acidente

Chegando em Campos, fui seguindo as placas até o meu destino. Queria visitar o Palácio do Governo (Palácio da Boa Vista) que fica nas extremidades da cidade. Pelas fotos que você acha na internet dá pra perceber que o local é bonito. Acabei dando uma volta desnecessária pois me confundi seguindo as placas. Mas quando encontrei o caminho certo...

Minutos antes da queda, percebi que a rua em que eu seguia estava deserta.
Não tinha ninguém (afinal, era terça de carnaval né?). Continuei o caminho, com velocidade segura e quando me aproximo da curva, um gol quadrado gira na pista, invade a contra mão e me acerta em cheio.

Não foi nesta curva exatamente, mas em uma muito parecida com esta.

O carro girou na pista e acertei a traseira dele, o susto foi enorme pois não passava carro nenhum. Não tive tempo de resposta, uma vez que a curva era muito fechada e quando percebi não dava tempo de mais nada a não ser frear tudo o que dava.

A parte da frente da moto chegou a ficar embaixo do carro, eu acertei o rosto no vidro traseiro e fui jogado pra trás. Não desmaiei e não fraturei nenhum osso por milagre. Quando caí me levantei por instinto e olhando a moto no chão, não conseguia segurar as lágrimas.

Mas eram lágrimas de raiva e eu só conseguia dizer "não acredito, não acredito!!"
Não quebrei o vidro traseiro com a pancada, mas a viseira do capacete saiu inteira e o nariz sangrou um pouco. No momento me doía muita mais ver a moto daquele jeito do que outra coisa. Com o impacto, o baú se desprendeu da moto e abriu, jogando minha capa de chuva, botas, biscoito, água e documentos pra todo lado na pista.

Fotografia registrada no dia seguinte, enquanto procurava o Palácio do Governo.
 
A câmera digital ficou intacta pois eu levava no bolso da blusa, essa rasgou em dois pontos, a calça jeans tinha uma marca de queimado causada pelo guidão. Após me levantar rapidamente, chorar e ver a moto, dei uns passos pra trás e sentei no chão. O rapaz do gol, veio em minha direção e se prontificou em ver meu estado geral. Eu dizia que estava viajando, que não conhecia ninguém na cidade e que era de São Paulo.

Quando o SAMU chegou, me perguntaram o que tinha acontecido. Do jeito que o carro estava na pista, a impressão que se tinha era que eu é que tinha causado o acidente (sabe aquela história, quem bate atrás está errado? Então.) entretanto, consegui explicar tudo. Me colocaram na prancha com aquela proteção no pescoço e fui pro hospital. O rapaz do gol chamou um amigo e levaram a motoca na caçamba de uma saveiro.

Fotografia da Pedra do Baú, vista a partir do museu ao ar livre Felicia Leirner.

No hospital tirei raio-x da coxa esquerda pois era o local que mais doía. Não tinha fratura nenhuma, apenas dor muscular. Assim que o médico me liberou, a polícia já estava registrando o boletim de ocorrência, ali mesmo no hospital. O rapaz do gol assumiu toda responsabilidade pelo ocorrido. Na verdade ele perdeu a traseira na curva pois tinha areia e acabou perdendo a tração.

Como ele se prontificou a pagar as despesas, não prestei queixa. Expliquei que não conhecia ninguém na cidade e dormi na casa do rapaz mesmo, conheci seu pai, sua esposa e sobrinho. Tive sorte por dois motivos, o primeiro por não ter quebrado nada e o segundo, de ter me acidentado com uma pessoa de palavra e que assumiu o erro.

Moça, tira uma foto pra mim? Obrigado.

Imagina se ele fugisse do local? Imagina se eu quebrasse um osso ou perdesse um membro? São muitas possibilidades negativas e eu não gosto de imaginar o que poderia acontecer. Apenas agradeço por estar vivo. Na manhã seguinte, levamos a moto à uma oficina, trocamos o guidão e os piscas dianteiros.

O tanque e o para-lama da moto amassaram, minha coxa ficou com um hematoma por acertar o guidão e entortar o tanque. Como ele não conhecia ninguém para arrumar o tanque e não tinha para-lama na loja, combinamos que eu trocaria em São Paulo o que faltava pra deixar a moto como antes e que ele me pagaria.

O que foi trocado na moto?

Em Campos do Jordão troquei o guidão e os piscas (todos da Honda CG).
Isso era o mínimo para poder pilotar de volta com ela. Aqui em São Paulo, troquei o para-lama, alinhei a roda dianteira e desamassei o tanque de combustível.

Lista de peças/serviços executados a título de pesquisa e registro.

Guidão Honda CG utilizado na volta, estou vendendo na OLX. Tá novinho!

Troquei também o guidão da CG pelo original, pedal de câmbio, cabo do velocímetro e do acelerador. Vou buscar o tanque amanhã no funileiro e aí sim estarei pronto para outra viagem. Para retirar o tanque não tem segredo nenhum, é fácil.

Algumas fotografias

Na manhã seguinte, depois de buscar a moto na oficina, fui passear pela cidade e conheci o auditório Claudio Santoro e o museu Felicia Leirner, mesmo com o corpo todo dolorido.
Pensei; "se já cheguei até aqui, agora eu vou é curtir". E fui mesmo!!!

No fim não deu pra visitar o Palácio pois estava fechado por ser quarta-feira de cinzas.







PS - Minha dica é a seguinte; pega essa motoca e vai, vai ser feliz!
Rodei 400 KM (ida e volta) com ela e já estou me achando, imagina então a Fá Intruder que foi até o Chile (!!!) de Intruder 125cc. Atualmente ela está dando um "rolezinho" pelo nordeste.

Ela foi a inspiração para minha primeira viagem de 125cc e deixo aqui registrado meus agradecimentos! Link do blog da Fá Intruder.

PS 2 - Tem também o livro Manual do Viajante Solitário, escrito pelo José Albano. Ele percorreu as estradas do Brasil com uma 125cc da Honda . Tem algumas fotos neste link e este vídeo no Youtube, muito inspirador. Recomendo!

Ainda não decidi o próximo destino, mas publicarei as fotos assim que voltar.
Espero que este texto te inspire e incentive a viajar também!
Grande abraço!
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