15 de fevereiro de 2018

Todos os gastos de 2017


Dizem que o ano só começa depois do carnaval. Coincidência ou não, este é o primeiro post de 2018. Aproveito o início de ano para calcular todos os gastos que tive em 2017 e escrever um pouco sobre as peças trocadas. Tenho certeza que este texto vai agregar muito conteúdo ao blog. Vamos la!?

Em 2017 eu sofri um acidente e todos os custos foram pagos pelo motorista que invadiu a contra mão. Vou deixar registrado a título de pesquisa.

Janeiro


Precisei trocar o KIT relação, vela, óleo de motor e filtro. Deixei ela cair e acabou entortando o manete de embreagem, paguei 25 pilas em um novinho. Coloquei uma aba de farol para deixar a motoca mais estilosa. O Chain Lube é um lubrificante para correntes muito bom, por isso ele custa tão caro. Observação: Pode ser caro, mas eu ainda não terminei de usar a lata de 400ml (ou seja, durou mais de um ano).

Fevereiro



Meu pneu traseiro furou e o borracheiro fez uma gambiarra para poder rodar sem câmara. Acho que ele me assaltou, mas pelo menos ando com o pneu sem câmara agora. Troquei o óleo da bengala e instalei o GPS para poder viajar nas minhas férias. Troquei o retrovisor que estava trincado com medo da polícia rodoviária me multar. Aproveitei a revisão e troquei a pastilha de freio e lonas.

Março


Mês do meu acidente e todo custo ficou por conta do motorista. Detalhe para o valor de um tanque novo e da torneira de combustível, paguei R$ 520,00 na concessionária. Eu gastei inicialmente R$ 150,00 para o funileiro desamassar o tanque, mas ficava vazando gasolina e decidi que um novo tanque deveria ser comprado. Observe também que paguei R$ 40,00 reais para colocarem um mísero punho de luz, mais um assalto pra conta.

Abril



Nada demais, apenas uma capa de tanque para proteger do tempo, óleo, filtro e gel silicone. O silicone serve para passar nos pneus, na capa e no baú. Uso a estopa para limpar o óleo sujo que fica na tampa do filtro de óleo e para passar cera nas partes cromadas.

Maio


Decidi colocar o kit de freio dianteiro da Suzuki Yes para me livrar daquele barulho chato que dava toda vez que apertava o freio, tipo "tack- tack". Esse barulho é culpa da presilha. Veja esse vídeo do Canal do Maclei que ensina o passo a passo e faça sua troca também, recomendo. Tive que comprar um óleo de freio para fazer a sangria.

Os dois tapetes eu uso dentro do baú para forrar e deixar menos barulhento. Comprei também algumas ferramentas para mexer na moto e antecipei minhas compras no centro, adquirindo lonas, filtro e óleo.

Junho



Achei que precisava trocar a caixa de direção e aproveite a ida no centro e comprei também uma graxa azul. Vi esse vídeo sobre como trocar a caixa mas não tive coragem de fazer em casa. Não tenho todas as ferramentas e fiquei com receio de não conseguir fazer o serviço.

Julho



O carburador começou a vazar gasolina e levei a motoca em uma oficina, pedi pra trocar a caixa de direção e também uma revisão geral. Fiquei uma semana sem a moto, foi horrível, mas sobrevivi. Comprei também um chaveiro novo e um filtro de gasolina universal para colocar na moto.

O registro de combustível que eu tinha comprado em fevereiro não tem filtro. Perguntei se isso estava certo, o vendedor da concessionária disse que os novos registros vem sem o filtro mesmo. Achei estranho, mas não disse nada.

Agosto


Em agosto, gastei apenas com material de limpeza. O etanol que vende em posto de gasolina serve perfeitamente para limpar peças da moto (desde que não tenha borracha). Comprei uma bandeja e pincel para fazer o serviço em casa. Tirei a roda traseira e desmontei ela todinha. Limpei tudo com etanol e montei ela seguindo as orientações do manual de serviço.

Usei as ferramentas e a graxa azul  que tinha comprado para fazer esta manutenção. Com o tempo, as lonas que ficam dentro da roda traseira juntam muito pó e isso prejudica a frenagem. Depois da limpeza entendi que eu não preciso trocar as lonas a cada 3 meses, basta limpar.

Setembro


Em setembro troquei o motor de arranque e a bateria. O motor de arranque é o mesmo desde 2011, cedo ou tarde essa peça iria dar problema, e deu. Fiz a substituição da bateria também, a cada 1 ano e meio eu troco ela. Esse é um ponto que eu considero negativo na moto. Destaque abaixo do site G1;


Mas até descobrir que o problema era o motor de arranque, eu tinha gasto com escovinha e mão de obra para o meu primo me ajudar a descobrir o que era. O motor de arranque estava condenado, mas na oficina fizeram uma gambiarra para ela durar mais algumas semanas até que o novo chegasse dos correios.

Dezembro


Em dezembro gastei apenas com "perfumaria"; comprei óleo, filtro, um cabo para amarrar no baú, limpa couro, alicate, e uma corda (aranha) para amarrar alguma coisa no banco.

Saldo Final

O ano de 2017 foi o ano que mais troquei peças. Total gasto de R$ 3.602,72 (menos R$ 1.405,80 do acidente), é igual a R$ 2.196,92; Este total é divido em R$ 1.187,44 em peças, R$ 665,23 em mão de obra, R$ 144,50 em ferramentas, R$ 118,56 em acessórios e R$ 81,19 em material de limpeza.





Resumindo, custou mais ou menos dois mil reais para manter a motoca no último ano. Lembrando que a minha Intruder 125 é de 2006/2007 e o preço de tabela dela fica próximo dos 3 mil. Fico pensando se ainda vale a pena manter uma. O que você acha?

Forte abraço!
Leia mais...

2 de agosto de 2017

A Intruder do Leitor, nº 10!


No início do blog, em 2011, eu mantinha uma "tradição" de publicar as fotos dos leitores que quisessem compartilhar suas belas máquinas. Naquela época o Orkut era a rede social do momento e tinha muito Intrudeiro divulgando suas motocas por lá.

Alguns entravam em contato comigo e me mandavam as fotos e outros eu pedia permissão e divulgava aqui. Porém, o tempo foi passando e acabei perdendo esse hábito.

Publiquei na página do facebook um tópico incentivando a participação e vou incluir neste post as fotografias publicadas pelos donos. Se o pessoal se animar, poderemos repetir a dose em um outro post com mais Intrudeiros apaixonados.

É uma forma bem legal de ver o que cada um fez de diferente em sua moto e inspirar futuros donos em suas customizações. É uma pena ter saído de linha, infelizmente.

Leonardo

Saulo

Marcelo

Thássio

Marcos

Mile

Tiago

Italo (olhem ela lá atrás.)

Edicarlos

Marcha

Fábio

Marcelo

Silas

James

Cayo

João

Fátima, dando aquele rolezinho logo alí, no CHILE!!!

Meu muito obrigado para quem participou e autorizou a postagem no blog.
Em breve farei um post dedicado à minha Intruder 125, com alguns detalhes e muitas fotos.
Forte abraço!

Links - Grupo no Facebook / Página do Blog no facebook
Leia mais...

31 de maio de 2017


Existem duas versões que nunca foram comercializadas por aqui; a super esportiva e a fora de estrada. Visitando as páginas da Suzuki de outros países, encontrei dois modelos muito interessantes vendidas na Guatemala. A versão "todo terreno", de onde vem a sigla TT, é a versão da Intruder para rodar na terra e a super esportiva SS, para acelerar nas pistas.

A curiosidade é que, apesar da sugestão de uso das motocicletas, o modelo cruiser da Intruder não combina com barro, lama, corridas ou arrancadas. A proposta da moto é outra.

Sabemos da fama de trator e durabilidade que a Intruder tem e justamente por isso, a versão off road chame mais a atenção do que a super esportiva. Afinal de contas não existe esportividade em uma 125cc, não é mesmo?  A diferença fica por conta dos acessórios que equipam a motoca.

GN125 Todo Terreno


Clique nas imagens para ampliar
A versão radical da trudinha, tem pneus de cravo, sanfona, para-lama dianteiro de plástico (estilo cross), mata-cachorro e bagageiro reforçado. Essa versão me faz pensar sobre o quão feliz é o projeto da GN125.

Se a própria empresa faz pequenas modificações para que a moto ande no "meio do mato", então quer dizer que o projeto é bom mesmo. Só achei que a rabeta também deveria ser alterada, para acompanhar o para-lama. Cromado não combina com sujeira, na minha opinião.

GN125 Super Sport



De esportiva mesmo só o nome. Essa GN125 tem guidão, retrovisores, banco e farol traseiro diferentes da versão original. Me lembrou uma café racer, talvez o termo "racer" tenha inspirado a nomenclatura SS. Confesso que achei esse modelo bem diferente, principalmente pelo banco. Mas isso é uma questão pessoal.



Este texto é mais curto, serve apenas para registrar estes dois modelos que a Suzuki Motos do Brasil jamais comercializará. Fico por aqui, forte abraço.

Fonte das fotografias: Suzuki Guatemala / Facebook
Leia mais...

25 de maio de 2017


A mídia especializada finalmente confirmou o fim de produção da Intruder 125 em nosso país. Não é nenhuma novidade para a maioria, pois já foi confirmada nas rede sociais através de grupos no facebook e principalmente nos canais do Youtube (abraço aos amigos Guilherme, Maclei, Cap 38 e Chico) a alguns meses. Entretanto, eu gostaria de registrar os links das publicações dos grandes portais nesta postagem.

Para quem ainda se recusa a acreditar, recomendo leitura dos sites abaixo;

- Suzuki Intruder 125 vai descansar - em 18/05/2017 - Globo.com
- Silenciosamente, Suzuki mata Intruder 125, bandit... em 23/05/2017 - Motonline
- Haojue e Kymco: novas marcas asiáticas chegam ao Brasil em 15/05/2017 - Infomoto UOL
- Asiáticas Haojue e Kymco no Brasil em 23/05/2017 - MotoRede
- Kymco e Haojue chegam ao Brasil com novas motocicletas em 29/03/2017 - Moto.com.br

 Se você visitar a página da Suzuki, não encontrará os modelos abaixo destacados com "X".

GSX1250, Inazuma e Intruder retiradas da página oficial

Não sei qual a estratégia da Suzuki, mas aos poucos as motocicletas de baixa cilindrada vão sumindo da página. Então, quer dizer que aquele boato de que só "moto grande" faria parte da grade atual vai se confirmando? E a Suzuki YES, Burgman e GS120, seriam as próximas a se despedir?

Eu imagino que sim e que a Haojue vem justamente com a missão de seguir vendendo as motocicletas "Suzukis de baixa cc". Digo isso me baseando na substituição da Intruder pela Chopper Road, mas isso ocorrerá no momento em que a Haojue se consolidar em nosso mercado, alcançando boas vendas com suas três motos (Lindy, Chopper e NEX).

Próximas Haojue?

Já que estou imaginando possibilidades e teorias, aproveito o gancho para tentar adivinhar quais os possíveis modelos a serem comercializados por aqui. Visitando a página oficial, observamos muitas versões de motocicletas de 125 e 150 cc. É moto que não acaba mais.


Dentre os vários modelos, a Haojue TR150 se destaca tranquilamente. Tem um estilo bem diferenciado das demais. Eu sei que gosto é igual a (..) e cada um tem o seu, mas eu achei ela bonita e "parruda", mesmo equipada com um pequeno motor de 150cc e alimentada por um carburador.

TR150S / HJ150-16A - Aquela "custom" que faltava por aqui.







As especificações técnicas foram retiradas da página oficial e as fotografias do site Ibike.

- Haojue Oficial Page
- Ibike.com.hk 

Fico por aqui, torcendo no sucesso de vendas da Haojue. Dessa forma, quem sabe um dia, receberemos outras motocicletas num mercado rodeado de RondaCGTitan***. Forte abraço!
Leia mais...

16 de maio de 2017


É hora de botar na ponta do lápis os valores investidos para manter a motoca sempre nova. Se você quer saber quanto custa manter uma Intruder 125, este texto é pra você. Tenho uma planilha que controlo todas as minhas despesas pessoais de forma simples.
Graças à ela, consegui escrever este texto e aquele sobre o review dos 70.000 km rodados.

Eu cheguei a escrever um artigo semelhante à este em 2011 e vai servir muito bem para quem está buscando este tipo de informação. Não inclui na planilha os valores gastos com material de limpeza e gasolina, pois entendo que são itens relativos e depende de cada um.

A gasolina gasta vai variar de acordo com a utilização da moto e os materiais de limpeza, de acordo com sua preguiça. Sim! Preguiça! Você pode pagar para alguém lavar a moto ou você mesmo lava. A segunda opção é muito mais barata, sem dúvidas. Um balde, um pano, detergente e água bastam para manter a moto minimamente limpa.


Inclui na planilha os valores com documentação anual (IPVA, DPVAT e etc) e equipamentos como capacete e capa de chuva. Se você observar, as peças trocas na moto são justamente aquelas de manutenção preventiva. Pneus, kit relação, bateria, filtros, óleo de motor e etc. O total em 2015 foi de R$ 1.384,40 e dividindo por 12, dá R$ 115,37 por mês.


Em 2016 precisei trocar os pneus, soldar o pedal e de quebra ganhei uma multa de trânsito, o que fez a média mensal subir um pouco. O total gasto em 2016 foi de R$ 1.948,82 e dividindo por 12 chegamos no valor de R$ 162,40. Assim como em 2015, as peças trocadas estavam previstas na manutenção preventiva. A moto não enguiçou nestes dois anos.

Daqui um ano farei um post semelhante a este para analisarmos o gasto médio mensal.
Espero que este texto te ajude a ter uma boa noção sobre quanto custa manter uma moto de baixa cilindrada e de mecânica confiável, como é o caso da minha Suzuki Intruder 125.

Minha Intruder posando para uma foto em sua primeira viagem.
Observação; os valores gastos com documentação e equipamentos representam boa parte dos custos e podem variar também. Exemplo: comprar um capacete de R$ 3.000,00 ou um de R$ 50,00, levar multa toda semana e atrasar o pagamento do licenciamento. Eu inclui na lista justamente para relacionar todo custo envolvendo a moto.

Qualquer dúvida, basta comentar que eu respondo.
Forte abraço e até mais.
Leia mais...